Weintraub se filia a partido conservador, visita Osasco e defende as liberdades

Ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, cotado para disputar o governo do São Paulo, acaba de se filiar ao Brasil 35, partido que se intitula conservador.

Caso saia candidato, Weintraub deve enfrentar Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura do presidente Jair Bolsonaro, além de Fernando Haddad (PT), Rodrigo Garcia (PSDB), Arthur do Val (Podemos) e Guilherme Boulos (PSOL).

Em entrevista ao Diário, o ex-ministro disse que a principal bandeira de seu novo partido será o “direito às liberdades”, dentre elas a de expressão.

Weintraub defende, por exemplo, o direito de Monark, do Flow Podcast, de opinar sobre a criação de um partido nazista no Brasil.

O ex-ministro deixa claro que é um direito dele falar, o que não pode é sair organizando movimentos nazistas.

Assim como, alega ser um direito do cidadão não querer se vacinar contra a Covid. E que o lockdown (confinamento na pandemia com fechamento das atividades comerciais) só poderia ter sido decretado se mais da metade da população concordasse.

Já quanto à suspensão das aulas, para conter a disseminação do coronavirus, Weintraub acredita que elas foram precipitadas e que os danos dessas crianças, nesse um ano longe da escola, são gigantescos.

Na voz do ex-ministro e nas bandeiras do Farol das Liberdades também consta a defesa às minorias e aos valores tradicionais, como o direito dos pais criarem seus filhos da forma que julgarem melhor.

O partido Brasil 35 foi registrado no TSE em 2015, inicialmente, como PMB, tem 47 mil filiados e, em 2018, elegeu três deputados estaduais. Já em 2020 foram eleitos 46 vereadores e uma prefeita.

Em seu Youtube, num vídeo de 39 segundos publicado em abril do ano passado, Abraham Weintraub afirma que luta “pela liberdade de opinião, de expressão, de trabalhar para sustentar a família, pela liberdade de ir e vir(…), pela liberdade de criar meus filhos de acordo com meus valores. E isso tudo está sendo ameaçado por grandes corporações, grupos e governos totalitários que tentam impor um novo normal. Diante desta nova realidade criamos o Farol da Liberdade”, finalizou.

Da Redação