“Vamos até o fim, brecar todos os pontos e continuar engajado nessa luta, não vamos desistir”, declarou Jr. Freitas, um dos fundadores da Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativos (Anea) e que compôs a comissão de negociação. “Sem nós, não tem iFood, não tem aplicativo nenhum”, completou.
Os entregadores tumultuaram os pedidos do horário de jantar de ontem e prometem atrapalhar as entregas até a noite desta terça-feira (1), dia também definido para a mobilização nacional.
O ato integra o Breque Nacional de 48h, organizado simultaneamente em cerca de 60 cidades com a demanda central de aumento da taxa mínima por corrida de R$ 6,50 para R$ 10.
Além da taxa mínima, os trabalhadores reivindicam o aumento da remuneração de R$ 1,50 para R$ 2,50 a cada quilômetro rodado; o limite de um raio de 3 quilômetros para entregas feitas em bicicleta; e o pagamento integral por corrida mesmo quando pedidos são agrupados na mesma rota.
Depois de esperar horas e já embaixo de chuva em Osasco, os trabalhadores receberam um não da empresa às suas demandas.
A recusa aconteceu durante reunião fechada com João Sabino (diretor de Políticas Públicas do iFood); Johnny Borges (diretor de Impacto Social da empresa) e uma comissão composta por 9 líderes dos entregadores.
A entrada da comissão de grevistas, no entanto, foi conturbada e precisou ser intermediada pela Polícia Militar.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Abomitec), que representa empresas como o iFood, Uber, Lalamove e 99, informou que “respeita o direito de manifestação” e que a renda média dos entregadores “cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024”.